sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pessoal do Faroeste no Cacilda, blog dea Lenise Pinheiro

http://cacilda.folha.blog.uol.com.br/arch2009-11-01_2009-11-30.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Meio Dia do Fim circula por festivais de teatro em novembro




O espetáculo continua em cartaz na nossa Sede quintas e sextas-feiras, 20horas até dezembro, mas prepara as "malas e cuias" para circular por dois Festivais antes do ano acabar!






Festac de Cubatão-SP :: no sábado, 7 de novembro.




Fenata-37ª edição do Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa-PR:: de 9 a 11 de novembro.










segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Jef Cecim em do Barro ao Boneco, na Sede Luz do Faroeste


Do Barro ao Boneco- Uma saga Mitológica do povo Tapajó
O espetáculo Do barro ao boneco nasceu de um exercício de pesquisa, experimentação e montagem que buscou explorar os recursos plásticos e dramáticos que as representações zoo e antropomorfas da cerâmica Tapajó oferecem para o exercício de criação e manipulação no teatro de animação.
Foi desenvolvido no âmbito do projeto de mesmo nome, financiado com bolsa do Instituto de Artes do Pará (IAP), durante o ano de 2007 (pesquisa e experimentação), e com o edital de auxílio-montagem Prêmio Cláudio Barradas de Teatro, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (SECULT), em 2008.
Sinopse

O espetáculo Do barro ao boneco busca traduzir as formas plásticas e icônicas da cerâmica arqueológica da Amazônia, da tribo dos índios Tapajó, para o teatro de animação. Na cena, as figuras zoo-antropomorfas dos vasos e estatuetas Tapajó (re)velam-se como objetos animados pelo uso da técnica da luz negra que permite que os objetos manipulados pelo ator, vestido de negro, adquiram a capacidade de movimentação por si só.
Artistas criadores

Criação e manipulação – Jef Cecim
Preparação física – Eduardo Gomes
Luz – Eddie Pereira
Operação de luz – Luis Girard
Designer sonoro – Leonardo Bitar
Fotografia – Alberto Bitar
Roteiro de pesquisa – Sandoval Nonato Gomes-Santos
Direção – David Matos


Data: 1 e 8 de novembro de 2009 Horário: 16horasLocal: Sede Luz do Faroeste – AL Cleveland 677- Campos Elíseos, São Paulo, SP.
Tel – 11 3362-8883/ 31063562 / 011 94554637
producao@pessoaldofareoste.com.br
Jcecim@gmail.com / Jeferson.cecim@gmail.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ibejis e Meio Dia do Fim:: "pague quanto puder"



Ibejis- domingos, 16horas (até 29/11)
Meio Dia do Fim- quintas e sextas-feiras, 20horas (até 18/12)
Para entrar, pague o quanto você quiser nossos espetáculos estão na AL Cleveland 677- Campos Elíseos, Sampa-SP.
Informações e reservas:: 11-3362-8883 ou pergunte a producao@pessoaldofaroeste.com.br

Informe Faroeste:: Outubro 2009




Desde a primeira quinzena de outubro a Cia distribuiu Informes chamando os moradores e frequentadores de Campos Elíseos, Bom Retiro e Sta Cecília para conhecerem nosso Espaço. O folhetim sai quinzenalmente e chega pelas frestras das portas de nosso público.


Mais sobre o Meio Dia do Fim na imprensa, on line::


terça-feira, 15 de setembro de 2009

meio dia do fim entra em cartaz dia 17 de setembro

Meio Dia do Fim é o último espetáculo da Cia. Pessoal do Faroeste. Ele apresenta a história de um casal que, mesmo sem amor, está junto há trinta anos. Ao descortinar os motivos que sustentam este relacionamento o espetáculo lança luz sobre a questão do latifúndio e cria paralelos entre os conflitos do casal e o conflito inevitável entre a propriedade privada e a função social da terra.
A Cia. Pessoal do Faroeste há alguns anos se dedica a pesquisar as questões relacionadas à formação histórica da cidade de São Paulo. Esta pesquisa, para além do interesse específico por São Paulo, busca entender a formação humana, política e cultural da cidade, para poder intervir nela. É neste ponto que o Meio Dia do Fim se integra ao projeto do grupo, entender como o acúmulo improdutivo da propriedade privada interfere profundamente nas dinâmicas sociais.
Neste espetáculo, antes de entrar na sala de apresentação, o público é convidado a realizar uma ocupação física e simbólica do espetáculo. Mais do que se apropriar da sua cadeira (lugar privativo da platéia), ele é convidado a ocupar a arena (o lugar coletivo). O espetáculo usa da metáfora da ocupação para refletir sobre a função social não só da terra, mas da cidade, das salas de teatro e da arte. É deste lugar que o público vê o esfacelamento de uma relação e a escolha entre o amor ou a propriedade.
Meio Dia do Fim, foi escrito em 1992 e ficou dentro de uma gaveta até o início deste ano, quando desejei falar sobre esses caminhos e descaminhos do amor. Assim me aproximei de Jorge, para viver o abandono do amor, pela propriedade. Essa dor guardada em suas veias, em seus silêncios. E pela primeira vez falar um texto meu.
E novos artistas vieram ocupar esse espaço do Pessoal do Faroeste. Para esta inspiração convidei dois amigos, Iarlei, que fez co-direção em os Os Crimes de Preto Amaral e Marilza, esta generosa atriz, que há dez anos não estava aqui no palco, e que aceitou ao meu lado voltar. Iarlei viu no texto a possibilidade de discutir o amor para além do individuo, trazer ao primeiro plano o que está empoeirado no texto: a propriedade. E me introspectou de volta a matéria: terra e lágrima. E junto com ele vieram Lívia e Renan somar nessa construção concreta. Obrigado a toda a equipe, que mesmo sem patrocínio, decidiram por esse mergulho no mais simples, na mais profunda inspiração, e envolvidos na luta por Políticas Públicas para a Cultura e pelo o contingenciamento e aumento da verba para a Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e que nos coloca ao lado da "arte pela bábarie".
Agradeço a todos os atores que dirigi nesses quase 13 anos do Pessoal do Faroeste e peço licença para tentar penetrar de volta no suor desse palco como interprete, para agradecer e lembrar do primeiro momento desse ofício, há 30 anos, quando estive aqui pela primeira vez. E que há 20 anos não ousava voltar. Só o amor... e ao amor.
E as questões da terra me trouxeram de volta a luta de meus irmãos jornalistas numa amozônia nada legal. In memória do jornalista Raimundo José Pinto. E em homenagem aos sessenta anos de vida do jornalista Lúcio Flávio Pinto, e de seu heróico, profícuo e árduo trabalho em seu pequeno e grande Jornal Pessoal.
Evoé!
São Paulo, 17 de setembro de 2009
Sede Luz do Faroeste – Alameda Cleveland, 677
Paulo Faria


Estamos ocupando o centro!
Antes mesmo das atitudes arbitrárias e truculentas do governo, que buscam uma espécie de higienização do centro, travestida de projeto de revitalização (ou seria re-valorização), nós o ocupamos.
Há alguns meses fui convidado a colaborar novamente com a Cia. Pessoal do Faroeste na montagem do texto do Paulo Faria, Meio Dia do Fim. A primeira vez foi, há cerca de três anos, em Os Crimes de Preto Amaral, onde tratávamos do movimento higienista da década de 20 em São Paulo. Curiosamente, quase nove décadas depois, algumas ações se assemelham com os procedimentos daquela época: a presença constante da polícia na cracolândia expulsando os viciados; a arbitrária intervenção no projeto pedagógico da ULM (Universidade Livre de Música); a expulsão repentina dos comerciantes da antiga rodoviária de São Paulo, para a instalação do projeto (olímpico) da nova escola de dança do estado; o crescente número de museus que foram e serão instalados na região central; e isto, se nos atermos apenas à região da Luz.
Tudo isso faz parte de um projeto que visa “agrega valor” aos futuros empreendimentos da região. Mas, a que custo? Expulsando, sumariamente, usuários de drogas, estudantes, trabalhadores e moradores que ofereçam resistência a este projeto de governo? É impossível criar um espetáculo neste lugar e ficar alheio a estas contradições.
O espetáculo Meio Dia do Fim trata do amor e da propriedade, e mais precisamente de como uma classe social se relaciona com eles. O texto nos sugeriu a questão do latifúndio e, convivendo com nossas revoltas, pudemos dar sentido ao conceito de “função social da propriedade”. Sensíveis a este novo lugar, nós invertemos a estratégia de aproximação com a dramaturgia: a lógica da propriedade deu lugar à lógica da ocupação.
Ao invés de nos apropriar do texto, nós o ocupamos. Ocupamos para alargar o seu sentido e para refletir sobre a própria função social do nosso trabalho.
É desta forma que consideramos que a aridez proposta pelo espetáculo é uma forma de ocupação do texto. Que “Pague Quanto Puder” é uma proposta de ocupação. Que a Sede Luz do Faroeste, diante dos grandes “aparelhos culturais” do centro, é uma ocupação. E que, por fim, também o espectador quando resolve assistir este teatro está optando por ser, junto conosco, um ocupante.
Iarlei Rangel


Sobre o Texto
Por feliz coincidência, Paulo Faria revolve as entranhas do Brasil exatamente no ano do centenário da morte de Euclides da Cunha, que colocou o Brasil litorâneo de cara com o sertão. O militar, engenheiro e jornalista foi para Canudos com os olhos arejados da contemporaneidade e voltou dos confins da Bahia com a sensibilidade à flor da pele e a indignação a explodir pelos poros. Daí resultou um dos grandes momentos épicos da literatura em todos os tempos, em qualquer lugar. Depois, o já consagrado escritor fez sua jornada às entranhas da floresta amazônica, à maneira de Conrad nas veias vegetais asiáticas, rumo à insanidade. Voltou ainda mais enriquecido, mas também exaurido. Do conflito febril que se aprofundou em sua alma resultou seu fim trágico, no paroxismo da sua dilaceração entre ser republicano e militar, poeta e engenheiro, herói e marido. Euclides entronizou o Brasil, que tem uma matriz de cobiça e violência impressa na terra, a fonte úbere de vida, mas o sítio da destruição. Paulo Faria revolveu esse terreno ancestral no tempo de hoje, num drama forte, cheio de sugestões, primitivo e áspero, mas vital. Uma maneira de retomar a saga que eternizou e imolou o grande Euclides, como os personagens justapostos neste meio-dia do fim, incompletos, fantasmas à espera da sepultura, esboços de existências irrealizadas. Um fim um tanto surrealista e negro, mas o mago Guimarães Rosa não advertiu a Deus para se armar antes de entrar no Sertão? Pois é: experimente você também essa (a)ventura.
Lúcio Flávio Pinto
(Jornalista, sociólogo e editor do Jornal Pessoal de Belém. Pelo seu trabalho em defesa da Amazônia e dos direitos humanos recebeu vários prêmios nacionais e internacionais)


Ficha Técnica:
Direção: Iarlei Rangel
Dramaturgia: Paulo Faria
Elenco: Marilza Batista e Paulo Faria
Espaço e Figurino: Lívia Loureiro
Iluminação: Iarlei Rangel
Trilha: Tunica
Preparação de atores: Renan Rovida
Produção Executiva: Paulo Faria e Robson Oliveira
Produção Administrativa: Teca D’Alessio
Coordenação de Produção: Sabrina Flechtman
Produção Institucional e de Comunicação: Vanessa Hassegawa
Fotografia: Lenise Pinheiro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

meio dia do fim


ensaio fotográfico de lenise pinheiro. Segunda, dia 31 de agosto.